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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Responsabilidade ou liberdade? Reflexões sobre escolhas

Hoje, ao sair do trabalho, eu tinha que ir para casa dobrar roupas, limpar o banheiro e lidar com mais um milhão de coisas, porque sempre há algo a fazer. Então, surgiu um convite para tomar uma cerveja, dar uma volta até um posto e depois voltar para casa. Na hora, pensei: “Mas hoje é quinta-feira, vou beber numa quinta às 19h? Como se fosse uma ideia absurda, já que agora sou uma adulta responsável.” Fiquei refletindo sobre isso. Quantas pessoas achariam isso realmente um absurdo, uma falta de disciplina e maturidade? E quantas outras achariam totalmente normal, algo banal? Penso também em quantas situações algumas pessoas consideram certas ações absurdas, enquanto outras as veem como triviais. Qual dessas perspectivas estaria correta? Dependeria da cultura, das crenças, das experiências? Será que devemos nos preocupar tanto com a perspectiva que cada pessoa tem sobre nós? Na antiguidade, uma crítica ou julgamento podia significar a destruição da imagem de alguém. Hoje, o “hate” muit...

Fragmentos de mim

O que fui já não me cabe, reinventei-me tantas vezes que mal sei quem sou agora. Fugi de partes minhas, não bonitas, me senti pequena e sozinha tantas vezes que perdi as contas. A coragem foi minha única escolha, e as quedas não me tornaram mais forte, mas me ensinaram a ter fé. Joguei ao universo, entreguei-me à impermanência e voltei a mim

Fragilidade involuntária

É doloroso perceber que, na maioria das vezes, nosso primeiro vínculo emocional acontece com alguém que, assim como nós, está profundamente perdido. É difícil refletir sobre o quanto a relação com nossos pais molda, de maneira sutil e, muitas vezes, imperceptível, a forma como nos conectamos com nós mesmos e com quem escolhemos amar. O trauma, esse grande peso invisível, nos aprisiona em um ciclo incessante de fuga de nós mesmos. Passamos a vida tentando escapar de dores que, ironicamente, carregamos conosco Recuso-me a aceitar quando dizem que o que me feriu também me tornou mais forte. Algumas dores não deveriam existir, e o fato de termos sobrevivido a elas não é motivo de celebração. Preferiria viver sem carregar o peso de feridas que nunca deveriam ter sido feitas.

A jornada de voltar a ser

             Hoje comecei algo que eu achei que não poderia fazer. Minha autocrítica exagerada e minha insegurança constantemente me sabotaram, assumiram e tomaram conta de uma parte minha extremamente profunda e autêntica, intensa e bonita. Foram tomando, pouco a pouco, minhas partes mais essenciais — aquelas que me deixariam ser alguém incrível, abundante e transbordante. Em algum momento, acreditei que eu era incapaz, sem significância e sem talento nenhum. Durante muito tempo, me vi totalmente imersa: prepotente, imóvel, apenas existindo, sem muita resistência. Mas, em algum momento, uma luz surgiu, bem pequena, quase imperceptível a olho nu. Mas, como curiosa que sou, fui ver o que era. Ao alcançá-la, em um momento, imergi para outro lugar, respirei fundo, E senti que era hora de voltar. Voltar à minha verdade, a quem eu seria sem as castrações constantes, sem a necessidade doentia de agradar outras pessoas e esquecer do que eu...

Quando o eu ideal não deu certo

Constantemente me sinto frustrada, carregando uma bagagem cheia de experiências ruins, traumas e compulsões. Vivo mergulhada em crises existenciais, distante do que imaginei ser meu eu ideal. Estou tentando me aceitar, mas a verdade é que falta energia e motivação para isso. Tenho plena consciência de que minhas escolhas, me trouxeram até aqui, e assumo total responsabilidade por isso. Ainda assim, sinto uma raiva latente do universo. No entanto, essa raiva não muda quem sou hoje. Reconhecer a realidade é admitir que falhei em muitas das minhas idealizações, objetivos e na vida como um todo. É perceber que desperdicei uma parte significativa do meu tempo e da minha existência sem grandes retornos. É aceitar que, de alguma forma, não me tornei a pessoa que esperava ser. Essa é uma verdade difícil de aceitar. Mas, digamos que eu consiga aceitar tudo isso. Digamos que eu abrace quem me tornei, que eu tenha coragem de expor meu fracasso ao mundo, de acordo com os padrões de sucesso atuais,...