
Tenho cultivado o hábito de ouvir podcasts de desenvolvimento pessoal enquanto treino.
Em um desses episódios, entre reflexões e silêncios, me dei conta de algo incômodo: o meu maior problema sou eu mesma.
Sou eu quem moldo minha realidade, através das convicções que carrego desde a infância.
É claro que a vida não existe para satisfazer as minhas expectativas. Acidentes, perdas, injustiças, tudo isso acontece o tempo todo,e está fora do meu controle.
Mas o que está sob meu domínio é a forma como enxergo e reajo a essas situações e isso muda tudo.
A maneira como interpreto o que me acontece determina o quanto vai doer, o quanto vou aprender, e o quanto de drama vou permitir entrar na minha vida.
O sofrimento que carregamos por quase tudo que nos frustra não é natural.Não precisa ser assim.
A resistência que a mente cria ao sofrimento, tentando evitá-lo a qualquer custo, muitas vezes só o intensifica.
Perceber que somos o nosso maior obstáculo é um ato de responsabilidade. Não por tudo o que nos acontece, mas pela forma como escolhemos lidar com isso.
E, talvez, a pior coisa que possa acontecer ao percebermos isso.
Seja justamente o que pode transformar completamente a nossa vida.
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