Em quantos momentos nos vemos imersos em pensamentos descontrolados, sofrendo influências de um ambiente caótico e nos esforçando para seguir um caminho que nem faz sentido para nós? Tendo que lidar com nossos anseios e expectativas em relação a nós mesmos e ao outro, ficamos paralisados diante da mesmice do cotidiano e criamos fantasias, alimentando ainda mais essas expectativas, como uma espécie de fuga da realidade.
Mas até que ponto essas fugas nos libertam? Talvez as fantasias que usamos para escapar nos aprisionem ainda mais. Às vezes, a realidade parece impossível de suportar. Algumas pessoas precisam de mais do que o mesmo, do que o previsível. Elas anseiam por intensidade, por algo que as tire desse estado de torpor.
Desejos e fantasia. Expectativas como fuga da angústia de uma existência morna e sem sentido. Mas, no meio disso tudo, o mais banal dos atos humanos para existir deixa de ser praticado. Não respiramos mais. Nos afundamos em meio à ansiedade e às projeções do que poderia ser. Nos perdemos na rotina e no peso do que esperam de nós.
E, no fim, será que estamos vivendo ou apenas esperando que algo ou alguém nos salve daquilo que nós mesmos criamos?
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