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Errar, respirar, seguir

Alguns dias são particularmente desafiadores. Sempre fui intensa, instável, e a ruminação negativa aparece como um ciclo difícil de quebrar. Hoje foi um desses dias. O estresse do trabalho, a convivência com pessoas difíceis, a sobrecarga de demandas… tudo se acumulou dentro de mim, até que transbordou. A ansiedade veio, e junto com ela a vontade de escapar.

Comprei coisas que não deveria. Saí da dieta. Passei tempo demais rolando o feed do Instagram, buscando pequenas doses de dopamina que evaporam rápido demais. É curioso como, às vezes, a gente sabe exatamente o que está fazendo, mas ainda assim cede. Como se, por um instante, aquilo fosse aliviar alguma coisa. Mas o alívio é breve. Depois, vem a frustração.

Só que hoje decidi não me render completamente. Ao invés de aceitar a queda como definitiva, fui me movimentar. Fiz 30 minutos de exercício, mesmo sem vontade. A mente resiste ao esforço, mas o corpo agradece. Depois, ainda tive energia para estudar e colocar algumas coisas em ordem.

E entendi algo importante: não é porque um momento foi ruim que o dia inteiro precisa ser perdido. A perfeição não existe, mas o recomeço sempre está ao nosso alcance. Pequenos passos importam. Se errar, acerta depois. Respira. Segue. No fim das contas, o que define o caminho não é o tropeço, mas a decisão de continuar andando.

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