
Você foi uma daquelas distrações viciantes.
Um encontro inesperado, mas carregado de algo que parecia predestinado. Me pegou desprevenida, me fez sentir coisas que eu já não sentia fazia tempo. E eu me pergunto: foi real ou foi apenas a necessidade de sentir?
Nossos caminhos vivem se cruzando, como se houvesse um fio invisível nos unindo. Mas o tempo nunca está do nosso lado. Eu chego quando você parte, você volta quando eu já fui embora. O universo tem um jeito estranho de nos ensinar, nos colocando diante do que queremos, mas tirando a chance de ter.
E então restam os fragmentos do que quase fomos.
Os diálogos interrompidos, os planos nunca cumpridos, as palavras que ficaram presas na garganta.
Mas talvez seja isso o que nos mantém vivos dentro um do outro
Não o que fomos, mas o que nunca tivemos tempo de ser.
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