
Ontem, senti um mal-estar que me fez parar e refletir. Talvez tenha sido uma virose, talvez a minha tireoide desregulada ou talvez um sinal do que venho ignorando há tanto tempo.
Percebi que, por anos, nunca enxerguei meu corpo como algo que precisava ser nutrido corretamente. Sempre o tratei como uma máquina que deveria apenas funcionar, sem considerar o que realmente o mantinha forte.
Agora, as consequências dessa negligência me pesam: o cansaço constante, a falta de energia, o inchaço e uma sensação silenciosa de que algo dentro de mim está pedindo socorro.
Passei a vida oscilando entre amor e ódio pelo meu corpo, mas nunca o tratei como um lar que merece cuidado. E se, pela primeira vez, eu decidisse reconstruir essa relação? Não com dietas radicais ou soluções imediatas, mas com escolhas diárias que me fortalecessem.
Porque, no fim, a questão vai além da estética. Trata-se da energia que esse corpo me dá para viver, da disposição para realizar o que desejo.
E agora me pergunto: se não consigo escolher o que é bom para mim, se continuo me sabotando em pequenas doses, que tipo de vida estou construindo? Que versão de mim mesma quero ser?
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