
Hoje, me peguei refletindo sobre o peso das coisas que nos acontecem, sobre como o que vivemos se infiltra nas nossas emoções e molda a maneira como vemos o mundo. A forma como lidamos com os altos e baixos da vida , ou como deixamos que eles nos moldem. Eu tenho lido sobre isso, observado as pessoas ao meu redor e, principalmente, me observado. Abri uma frase que me tocou profundamente: “Não deixe que o mundo torne você difícil.”
As experiências que acumulamos ao longo dos anos não são apenas acontecimentos. Elas se transformam em pedaços de nós mesmos, algumas vezes dentro do inconsciente, outras vezes escancaradas na nossa forma de ser. O mais difícil de perceber é como, sem querer, podemos nos tornar a dureza que nos foi imposta pela vida. Como nos tornamos mais irritados, mais fechados, mais pesados, como se o fardo da vida tivesse o poder de roubar nossa leveza.
Quantas vezes nossa energia diminui, o humor fica contido, e os pensamentos negativos se tornam como um eco constante? Já perdi as contas de quantas vezes a amargura se disfarçou de sabedoria. Vi tantas pessoas se tornarem ríspidas, convencidas de que o mundo exigia isso delas. Como se, em algum ponto, a vida dissesse: “É assim que você deve ser para sobreviver.”
Eu, muitas vezes, me vejo sendo mais difícil. Mas a cada dia que passa, me dou conta de que é na leveza que está a verdadeira força. A leveza não significa ignorar as dores ou os desafios, mas sim escolher não carregar tudo em peso. A leveza é a escolha de confiar que posso ser mais do que o que a vida me fez, que posso me reinventar todos os dias.
viver é isso, é abrir mão do controle, não deixar que as cicatrizes nos definam, deixar que a vida nos toque sem que nos endureça, e escolher sentir, porque no fim das contas é isso que nos mantém vivos.
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